Olá pessoal,
Comecemos observando uma citação de Lúcia Santaella:
“As linguagens estão no mundo e nós estamos na linguagem, a Semiótica é a ciência que tem por objecto de investigação todas as linguagens possíveis, ou seja, que tem por objectivo o exame dos modos de constituição de todo e qualquer fenómeno como fenómeno de produção de significação e de sentido.” (Santaella, 1983: 13)
Como vimos na aula, é preciso, para entender a Semiótica, abrir os olhos para o mundo, criticamente, como diz Santaella, entender o mundo como linguagem.
Ora, como disse Pierce, “a fenomenologia ou doutrina das categorias tem por função desenredar a emaranhada meada daquilo que, em qualquer sentido, aparece, ou seja, fazer a análise de todas as experiências é a primeira tarefa. Termos a habilidade de agarrar nuvens, vastas e intangíveis, organiza-las em disposição ordenada, recoloca-las em processo”.
Trata-se, portanto, de um estudo que, suportado pela observação directa dos fenómenos, discrimina diferenças nesses fenómenos e generaliza essas observações a ponto de ser capaz de sinalizar algumas classes de caracteres muito vastas, as mais universais presentes em todas as coisas que a nós se apresentam. Assim, nessa medida, são três as faculdades que devemos desenvolver para essa tarefa:
1) A capacidade contemplativa, isto é, abrir as janelas do espírito e ver o que está diante dos olhos;
2) Saber distinguir, discriminar resolutamente diferenças nessas observações;
3) Ser capaz de generalizar, de racionalizar as observações em classes ou categorias abrangentes.
Muitos anos de estudo de Pierce vieram a revelar as suas três categorias universais de toda experiência e todo pensamento: AS CATEGORIAS FENOMENOLÓGICAS DE PEIRCE. Considerando experiência tudo aquilo que se força sobre nós, impondo-se ao nosso reconhecimento e não confundindo pensamento com pensamento racional (deliberado e auto-controlado), pois este é apenas um dentre os casos possíveis de pensamento, Peirce conclui que tudo que aparece à consciência, assim o faz numa gradação de três propriedades que correspondem aos três elementos formais de toda e qualquer experiência. Em 1867, essas categorias foram denominadas:
1) Qualidade;
2) Relação; e
3) Representação.
Algum tempo depois, o termo Relação foi substituído por Reacção e o termo Representação recebeu a denominação mais ampla de Mediação. Mas, para fins científicos, Peirce preferiu fixar-se na terminologia de Primeiridade, Secundidade e Terceiridade, por serem palavras inteiramente novas, livres de falsas associações a quaisquer termos já existentes.
“Parece, então que as verdadeiras categorias da consciência são: primeira, sentimento, a consciência que pode ser incluída com um instante de tempo, consciência passiva de qualidade, sem reconhecimento ou análise; segunda consciência de interrupção no campo da consciência, sentido de resistência, de um fato externo, de alguma outra coisa; terceira, consciência sintética, ligação com o tempo, sentido de aprendizagem, pensamento” (CP 1377).
Ora, vejamos, cada uma delas:
PRIMEIRIDADE [Santaella (1983: 43,44) nos diz)]:
“Se fosse possível parar, para examinar, num determinado instante, do que consiste o todo de uma consciência, qualquer consciência, a minha ou a tua, isto é, do que consiste esse labiríntico “lago sem fundo”, num instante qualquer em que é o que é, por que é tudo ao mesmo tempo, repito, se fosse possível parar essa consciência no instante presente, ela não seria senão “presentidade” como está presente.
Trata-se, pois, de uma consciência imediata tal qual é. Nenhuma outra coisa senão pura qualidade de ser e de sentir. A qualidade da consciência imediata é uma impressão (sentimento) in totum, indivisível, não analisável, inocente e frágil.
Tudo que está imediatamente presente à consciência de alguém é tudo aquilo que está na sua mente no instante presente. Nossa vida inteira está no presente. Mas, quando perguntamos sobre o que está lá, nossa pergunta vem sempre muito tarde. O presente já se foi, e o que permanece dele já está grandemente transformado, visto que então nos encontramos em outro presente e se pararmos, outra vez, para pensar nele, ele também já terá voado, desvanecido e se transmutado num outro presente.
O sentimento como qualidade é, portanto, aquilo que dá sabor, tom, matiz à nossa consciência imediata, mas é também paradoxalmente justo aquilo que se oculta ao nosso pensamento, porque para pensar precisamos nos deslocar no tempo, deslocamento que nos coloca fora do sentimento mesmo que tentamos capturar. A qualidade da consciência, na sua imediaticidade, é tão tenra que não podemos sequer toca-la sem estraga-la.” (Santaella, 1983: 43,44).
O Blog da disciplina de SEMIÓTICA dos alunos do 2º Ano de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Cabo Verde
terça-feira, 4 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O REPRESENTAMEN, O OBJECTO E O INTERPRETANTE
Olá pessoal!
Aqui vai uma explicaçãozinha básica para complementar a aula anterior sobre os elementos constitutivos do signo, de acordo com Pierce.
Então vamos lá...
Para Pierce, a semiótica estuda a fundo todos os processos de formação do significado na mente de cada indivíduo.
Na concepção de Pierce, o conceito de signo é o do signo em geral, não importa de que espécie, seja ele verbal, mental, abstracto ou concreto. O signo é qualquer coisa que representa alguma outra coisa para alguém, é um elemento em que se correlacionam três outros elementos (relação triádica) denominados: Representamem, Objecto e Interpretante.

- O Representamem é esta coisa que representa; É a maneira que este “algo” está representado.
- O Objecto é esta coisa que é representada; É o “algo” que iremos analisar.
- O Interpretante é como este “algo” será interpretado; É, por sua vez, uma terceira coisa que, surgindo na mente do intérprete no momento em que ele percebe aquela primeira coisa (representamen), faz com que ele a interprete desta maneira, como sendo, de facto, não uma coisa em si, mas uma coisa que representa uma outra coisa.
Passemos então a alguns exemplos que melhor ajudarão a compreender.
EXEMPLO 1:

O Objecto desta figura é o pentagrama.
O Representamen é a forma que ele foi desenhado, ou seja: em 3D, deitado, com ondulações de cores, um pouco inclinado a esquerda.
O Interpretante é uma parte importante a ser analisada. De acordo com o que foi representado (descrito a cima) temos uma determinada impressão.
Vejamos: “o facto de estar em 3D nos remete a tecnologia (não parece com algo velho que remeta a mitologias e etc.), o facto de estar deitado dá-nos uma sensação de conforto, parecendo que não tem ninguém segurando, vamos supor que foi assim colocado para dar a impressão de que “foi abandonado” (depende da interpretação de cada um).
Se ele tivesse sido feito em madeira (representamen) ele daria uma impressão de um amuleto, algo antigo, por exemplo.
Se ele fosse mostrado a um personagem de Dan Brown, este o entenderia como a representação do feminino.
Se estivesse virado ao contrário, na vertical (representamen) iria nos remeter ao satanismo ou a bandas de “black metal”, por exemplo.
É importante notar que qualquer objecto é representado de uma maneira específica e devido a isso ele terá uma interpretação específica. Esta interpretação pode ser consciente ou não.
EXEMPLO 2:

Objecto: Suástica.
Representamen: Feita de pedra, apoiada no chão, ponta recta na direita.
Interpretante: Para um romano que viveu no século III, ela remeteria a prosperidade, boa sorte e energia sexual. Sua origem vem do sânscrito svastika, e significa “ser afortunado”.
Esta suástica só seria “nazista” se estivesse ao contrário, girada um pouco a esquerda.

Para quem não conhece muito de simbologia e vive nos tempos actuais ela vai nos remeter a ideologia nazista, de qualquer maneira, certo?
Perceberam a necessidade de estudarmos o interpretante do objecto independente da maneira que está ele será representado? Muita gente pensa que qualquer suástica representa o nazismo e pronto.
Portanto, para Pierce, "um SIGNO é aquilo que, sob certo aspecto ou modo, representa algo para alguém. Isto é, cria na mente dessa pessoa um signo equivalente, ou talvez, um signo mais desenvolvido. Ao signo assim criado, ele denomina interpretante do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, o seu objecto".
Melhor entendido, pessoal?
Fiquem bem e até a próxima aula!
Aqui vai uma explicaçãozinha básica para complementar a aula anterior sobre os elementos constitutivos do signo, de acordo com Pierce.
Então vamos lá...
Para Pierce, a semiótica estuda a fundo todos os processos de formação do significado na mente de cada indivíduo.
Na concepção de Pierce, o conceito de signo é o do signo em geral, não importa de que espécie, seja ele verbal, mental, abstracto ou concreto. O signo é qualquer coisa que representa alguma outra coisa para alguém, é um elemento em que se correlacionam três outros elementos (relação triádica) denominados: Representamem, Objecto e Interpretante.

- O Representamem é esta coisa que representa; É a maneira que este “algo” está representado.
- O Objecto é esta coisa que é representada; É o “algo” que iremos analisar.
- O Interpretante é como este “algo” será interpretado; É, por sua vez, uma terceira coisa que, surgindo na mente do intérprete no momento em que ele percebe aquela primeira coisa (representamen), faz com que ele a interprete desta maneira, como sendo, de facto, não uma coisa em si, mas uma coisa que representa uma outra coisa.
Passemos então a alguns exemplos que melhor ajudarão a compreender.
EXEMPLO 1:
O Objecto desta figura é o pentagrama.
O Representamen é a forma que ele foi desenhado, ou seja: em 3D, deitado, com ondulações de cores, um pouco inclinado a esquerda.
O Interpretante é uma parte importante a ser analisada. De acordo com o que foi representado (descrito a cima) temos uma determinada impressão.
Vejamos: “o facto de estar em 3D nos remete a tecnologia (não parece com algo velho que remeta a mitologias e etc.), o facto de estar deitado dá-nos uma sensação de conforto, parecendo que não tem ninguém segurando, vamos supor que foi assim colocado para dar a impressão de que “foi abandonado” (depende da interpretação de cada um).
Se ele tivesse sido feito em madeira (representamen) ele daria uma impressão de um amuleto, algo antigo, por exemplo.
Se ele fosse mostrado a um personagem de Dan Brown, este o entenderia como a representação do feminino.
Se estivesse virado ao contrário, na vertical (representamen) iria nos remeter ao satanismo ou a bandas de “black metal”, por exemplo.
É importante notar que qualquer objecto é representado de uma maneira específica e devido a isso ele terá uma interpretação específica. Esta interpretação pode ser consciente ou não.
EXEMPLO 2:
Objecto: Suástica.
Representamen: Feita de pedra, apoiada no chão, ponta recta na direita.
Interpretante: Para um romano que viveu no século III, ela remeteria a prosperidade, boa sorte e energia sexual. Sua origem vem do sânscrito svastika, e significa “ser afortunado”.
Esta suástica só seria “nazista” se estivesse ao contrário, girada um pouco a esquerda.
Para quem não conhece muito de simbologia e vive nos tempos actuais ela vai nos remeter a ideologia nazista, de qualquer maneira, certo?
Perceberam a necessidade de estudarmos o interpretante do objecto independente da maneira que está ele será representado? Muita gente pensa que qualquer suástica representa o nazismo e pronto.
Portanto, para Pierce, "um SIGNO é aquilo que, sob certo aspecto ou modo, representa algo para alguém. Isto é, cria na mente dessa pessoa um signo equivalente, ou talvez, um signo mais desenvolvido. Ao signo assim criado, ele denomina interpretante do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, o seu objecto".
Melhor entendido, pessoal?
Fiquem bem e até a próxima aula!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
TRABALHOS FINAIS (TEMAS E ESTRUTURA)
TEMAS
1 - Estudo Semiótico sobre os Rebelados
2 - A Fotografia como um objecto especial do olhar
3 - Análise Semiótica da Cultura Cabo-verdiana (escolha uma área cultural ou duas. No caso de 2, confronte-as e convirja-as)
4 - Estudo da Relação Social estabelecida entre os Média e o Público Juvenil
5 - Análise Semiótica da uma obra literária à escolha.
6 - Linguagem Gestual e Inclusão Social
7 - Análise Semiótica de um filme de caris social (filme à escolha)
8 - A Identidade Feminina e a Religião (nacional e/ou internacional)
9 - A Sociedade e as suas Mudanças – Uma Perspectiva Semiótica
10 - A Semiótica da Estética (moda, artes, etc.)
11 - Análise Socio-semiótica do discurso político (político nacional ou internacional)
12 - Análise Socio-semiótica de uma personalidade da Sétima Arte (nacional ou internacional)
13 - Barreiras culturais de tradução de expressões
14 - Análise Semiótica de um conto (à escolha). Enquadramento e transformações sociais
15 - Elementos da Semiótica, aplicados à música (um estilo à escolha)
16 - A Linguagem Verbal e Não-Verbal nos média cabo-verdianos (ou de outro país à escolha)
17 - Outro (Sugestão do aluno)
ESTRUTURA DO TRABALHO
O Trabalho Final, a ser realizado ao longo do Semestre deverá ser entregue em suporte de papel, no dia:
21 de Junho - Alunos do período LABORAL
26 de Junho - Alunos do período PÓS-LABORAL
O trabalho deverá ter, no mínimo, 12 páginas e, no máximo, 14 e deverá ter a seguinte estrutura:
- Índice (1 Página)
- Introdução (1 Página)
- Desenvolvimento (10 Páginas)
(O desenvolvimento deverá ser composto por 2 Partes):
- Teorização (3 ou 4 páginas): adequando a matéria conforme o tema a ser tratado; e
- O ponto de vista do aluno (6 ou 7 páginas): conforme a apreensão tida nas matérias ao longo do Semestre).
- Conclusão (1 Página)
- Referência Bibliogafia (1 Páginas)
- Folha em Branco (Destinada à Avaliação)
Deverá ter a seguinte formatação:
- Documento: Word;
- Fonte: Times New Roman;
- Tamanho: 12;
- Espaçamento entre linhas: 1,5
1 - Estudo Semiótico sobre os Rebelados
2 - A Fotografia como um objecto especial do olhar
3 - Análise Semiótica da Cultura Cabo-verdiana (escolha uma área cultural ou duas. No caso de 2, confronte-as e convirja-as)
4 - Estudo da Relação Social estabelecida entre os Média e o Público Juvenil
5 - Análise Semiótica da uma obra literária à escolha.
6 - Linguagem Gestual e Inclusão Social
7 - Análise Semiótica de um filme de caris social (filme à escolha)
8 - A Identidade Feminina e a Religião (nacional e/ou internacional)
9 - A Sociedade e as suas Mudanças – Uma Perspectiva Semiótica
10 - A Semiótica da Estética (moda, artes, etc.)
11 - Análise Socio-semiótica do discurso político (político nacional ou internacional)
12 - Análise Socio-semiótica de uma personalidade da Sétima Arte (nacional ou internacional)
13 - Barreiras culturais de tradução de expressões
14 - Análise Semiótica de um conto (à escolha). Enquadramento e transformações sociais
15 - Elementos da Semiótica, aplicados à música (um estilo à escolha)
16 - A Linguagem Verbal e Não-Verbal nos média cabo-verdianos (ou de outro país à escolha)
17 - Outro (Sugestão do aluno)
ESTRUTURA DO TRABALHO
O Trabalho Final, a ser realizado ao longo do Semestre deverá ser entregue em suporte de papel, no dia:
21 de Junho - Alunos do período LABORAL
26 de Junho - Alunos do período PÓS-LABORAL
O trabalho deverá ter, no mínimo, 12 páginas e, no máximo, 14 e deverá ter a seguinte estrutura:
- Índice (1 Página)
- Introdução (1 Página)
- Desenvolvimento (10 Páginas)
(O desenvolvimento deverá ser composto por 2 Partes):
- Teorização (3 ou 4 páginas): adequando a matéria conforme o tema a ser tratado; e
- O ponto de vista do aluno (6 ou 7 páginas): conforme a apreensão tida nas matérias ao longo do Semestre).
- Conclusão (1 Página)
- Referência Bibliogafia (1 Páginas)
- Folha em Branco (Destinada à Avaliação)
Deverá ter a seguinte formatação:
- Documento: Word;
- Fonte: Times New Roman;
- Tamanho: 12;
- Espaçamento entre linhas: 1,5
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O QUE É A SEMIÓTICA?
A Semiótica é a ciência que estuda os signos, a sua significação e os processos de significação (ou semiose), isto é, a ciência que estuda os sígnos e a produção do sentido nas diversas linguagens que possibilitam a comunicação.
Por alguns, é considerada uma ciência, já que está estruturada como tal. Possui uma epistemologia própria e arcabouços teóricos bastante complexos que sustentam algumas verdades e suscitam muitas dúvidas.
A produção de sentido é um fenómeno que se dá na mente e na natureza. Não é exclusiva do homem que dá sentido às coisas. O sentido não está nas coisas tomadas isoladamente, mas surge na relação entre existentes singulares e independe de alguém que o interprete ou o pense como tal. Toda relação que evoca e provoca sentido é uma relação comunicativa porque supõe estímulo e resposta. Portanto, o sentido surge da interacção comunicativa. É por isso que entendemos a Semiótica como a ciência que estuda, em profundidade, a comunicação humana e não humana.
O objecto de estudo da Semiótica são o signos, as linguagens e a sua significação em cada sociedade individual e em cada época.
Por linguagens, entendemos o conjunto dos sistemas estruturados de sinais (signos) e são instrumentos que possibilitam a expressão e impressão. São, portanto, instrumentos dos quais a comunicação não pode prescindir. Não há comunicação sem linguagem, não há comunicação, sem signos. E constituem signos/linguagens, por exemplo, os sinais utilizados no trânsito, a gestualidade, as coreografias, as palavras lidas, escritas, ouvidas e faladas, a música, a culinária, as trocas biológicas (como as da fotossíntese), as convenções sociais, a nossa postura, maneira de falar, o cinema, a televisão, etc.
Definição de Ana Machado Velho, in: A Semiótica e o Design.
Por alguns, é considerada uma ciência, já que está estruturada como tal. Possui uma epistemologia própria e arcabouços teóricos bastante complexos que sustentam algumas verdades e suscitam muitas dúvidas.
A produção de sentido é um fenómeno que se dá na mente e na natureza. Não é exclusiva do homem que dá sentido às coisas. O sentido não está nas coisas tomadas isoladamente, mas surge na relação entre existentes singulares e independe de alguém que o interprete ou o pense como tal. Toda relação que evoca e provoca sentido é uma relação comunicativa porque supõe estímulo e resposta. Portanto, o sentido surge da interacção comunicativa. É por isso que entendemos a Semiótica como a ciência que estuda, em profundidade, a comunicação humana e não humana.
O objecto de estudo da Semiótica são o signos, as linguagens e a sua significação em cada sociedade individual e em cada época.
Por linguagens, entendemos o conjunto dos sistemas estruturados de sinais (signos) e são instrumentos que possibilitam a expressão e impressão. São, portanto, instrumentos dos quais a comunicação não pode prescindir. Não há comunicação sem linguagem, não há comunicação, sem signos. E constituem signos/linguagens, por exemplo, os sinais utilizados no trânsito, a gestualidade, as coreografias, as palavras lidas, escritas, ouvidas e faladas, a música, a culinária, as trocas biológicas (como as da fotossíntese), as convenções sociais, a nossa postura, maneira de falar, o cinema, a televisão, etc.
Definição de Ana Machado Velho, in: A Semiótica e o Design.
terça-feira, 13 de abril de 2010
DATAS TESTES E TRABALHOS
FIM DAS AULAS | 14 de Julho de 2010
TURMA A | Período LABORAL
Data Realização Teste de Avaliação | 17 de Junho - Quinta-feira.
Data Entrega Trabalhos Finais | 21 de Junho - Segunda-feira.
Início Apresentação Trabalhos Finais | 24 de Junho - Quinta-feira.
TURMA B | Período PÓS-LABORAL
Data Realização Teste de Avaliação | 22 de Junho - Terça-feira.
Data Entrega Trabalhos Finais | 26 de Junho - Sábado.
Início Apresentação Trabalhos Finais | 29 de Junho - Terça-feira.
TURMA A | Período LABORAL
Data Realização Teste de Avaliação | 17 de Junho - Quinta-feira.
Data Entrega Trabalhos Finais | 21 de Junho - Segunda-feira.
Início Apresentação Trabalhos Finais | 24 de Junho - Quinta-feira.
TURMA B | Período PÓS-LABORAL
Data Realização Teste de Avaliação | 22 de Junho - Terça-feira.
Data Entrega Trabalhos Finais | 26 de Junho - Sábado.
Início Apresentação Trabalhos Finais | 29 de Junho - Terça-feira.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
MENSAGEM DE BOAS VINDAS
Olá!
Este blog tem por objectivo, interagir com os discentes após as aulas.
Aqui serão colocadas todas as informações concernetes a Semiótica que iremos discorrer durante o semestre como tais: matérias, exercícios, actividades, os objectivos, metodologia do ensino/aprendizagem, o conteúdo programático da disciplina, as actividades dos discentes, estruturação de trabalhos, o regime de avaliação, a bibliografia necessária, datas de actividades (prova(s), entrega de trabalhos, outros.), apresentação e esclarecimentos de dúvidas, avisos, etc.
Sejam BENVINDOS ao Blog e à SEMIÓTICA!
A professora,
Vivianne Rocha Nascimento.
Este blog tem por objectivo, interagir com os discentes após as aulas.
Aqui serão colocadas todas as informações concernetes a Semiótica que iremos discorrer durante o semestre como tais: matérias, exercícios, actividades, os objectivos, metodologia do ensino/aprendizagem, o conteúdo programático da disciplina, as actividades dos discentes, estruturação de trabalhos, o regime de avaliação, a bibliografia necessária, datas de actividades (prova(s), entrega de trabalhos, outros.), apresentação e esclarecimentos de dúvidas, avisos, etc.
Sejam BENVINDOS ao Blog e à SEMIÓTICA!
A professora,
Vivianne Rocha Nascimento.
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